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Quais as cores das lixeiras da coleta seletiva?

Cores das Lixeiras: Guia Completo da Coleta Seletiva (2026)
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Coleta seletiva

Cores das lixeiras da coleta seletiva: o guia completo (com tabela CONAMA 275)

Cada cor de lixeira representa um tipo de resíduo — e errar a separação é mais comum do que parece. Veja a tabela oficial, o que pode e o que não pode em cada uma, e como montar esse sistema na prática em casa, na empresa ou no condomínio.

Atualizado em 19 de junho de 2026 · Leitura de 10 min · Por Fenix Distribuidora de Produtos de Limpeza

Neste guia

  1. Tabela rápida das 10 cores
  2. O que é o padrão CONAMA 275
  3. As 10 cores explicadas em detalhe
  4. Cor da lixeira x cor do saco
  5. Como implantar na empresa ou condomínio
  6. Erros mais comuns
  7. Perguntas frequentes

Tabela rápida: o que descartar em cada cor de lixeira

Esse é o padrão oficial brasileiro, definido pela Resolução CONAMA nº 275/2001. Use esta tabela como referência rápida e veja os detalhes de cada cor logo abaixo.

Padrão de cores para coleta seletiva — Resolução CONAMA 275/2001
CorResíduoExemplos comuns
AzulPapel e papelãoJornais, caixas, cadernos
VermelhoPlásticoGarrafas PET, potes, sacolas
VerdeVidroGarrafas, potes, frascos
AmareloMetalLatas de alumínio e aço
MarromResíduos orgânicosRestos de comida, casca de fruta
PretoMadeiraPallets, sobras de marcenaria
CinzaRejeito geralPapel higiênico, lixo misturado
LaranjaResíduos perigososPilhas, lâmpadas, químicos
BrancoSaúde / ambulatorialSeringas, materiais perfurocortantes
RoxoRadioativosResíduos de uso restrito

O que é o padrão de cores da coleta seletiva, afinal?

O código de cores que você vê em lixeiras de shoppings, escritórios e condomínios não é uma escolha estética: ele vem da Resolução CONAMA nº 275, publicada em 2001 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. A norma criou um padrão único de identificação visual para os coletores de resíduos em todo o país, justamente para que qualquer pessoa reconheça o destino certo de cada material, em qualquer cidade.

A obrigatoriedade vale diretamente para programas de coleta seletiva mantidos por órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Para empresas privadas, condomínios, escolas e cooperativas, a adoção é recomendada — mas vira uma exigência formal sempre que o estabelecimento declara, no seu Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que vai seguir o padrão CONAMA. A partir daí, o cumprimento passa a ser auditável.

Vale notar que a resolução padroniza apenas as cores. Os dizeres e símbolos escritos em cada lixeira (como "papel" ou "orgânico") ficam livres, com a recomendação de usar texto preto ou branco, conforme o contraste necessário com a cor de fundo.

As 10 cores das lixeiras, uma a uma

Abaixo está o que entra e o que não entra em cada cor — incluindo alguns detalhes que geram dúvida na hora de separar.

Azul — Papel e papelão

Pode descartar

  • Jornais, revistas e folhas de escritório
  • Cadernos e cartolinas
  • Caixas de papelão desmontadas

Não descartar

  • Papel engordurado ou molhado
  • Guardanapo e papel higiênico usados
  • Papel térmico de recibo
Dica: embalagens longa-vida (tipo Tetra Pak) têm camadas de plástico e alumínio coladas ao papel — em muitas cooperativas elas vão separadas, então vale confirmar a regra local antes de misturar com papel comum.

Vermelho — Plástico

Pode descartar

  • Garrafas PET e potes plásticos
  • Sacolas, tampas e copos descartáveis
  • Embalagens em geral, esvaziadas

Não descartar

  • Plástico com resto de alimento ou óleo
  • Embalagens de produtos químicos não enxaguadas
  • Isopor sujo (confirme se sua cooperativa aceita)
Dica: não precisa lavar a embalagem com água e sabão — basta tirar o excesso de resíduo e amassar para ocupar menos espaço.

Verde — Vidro

Pode descartar

  • Garrafas, potes e frascos de vidro

Não descartar

  • Espelhos e vidro temperado
  • Lâmpadas (são resíduo perigoso)
  • Cerâmica e porcelana
Dica: vidro quebrado entra na reciclagem, mas embale os cacos em jornal ou caixa identificada — isso evita acidentes com quem manuseia o lixo depois de você.

Amarelo — Metal

Pode descartar

  • Latas de alumínio e de aço
  • Tampas e ferragens pequenas
  • Arames e clipes

Não descartar

  • Latas de tinta, solvente ou aerossol
  • Pilhas e baterias
  • Objetos cortantes sem proteção
Dica: amassar latas de alumínio reduz o volume e facilita o transporte até o ponto de coleta.

Marrom — Resíduos orgânicos

Pode descartar

  • Cascas e restos de frutas e verduras
  • Borra de café e casca de ovo
  • Restos de poda e jardinagem

Não descartar

  • Óleo de cozinha usado (tem coleta própria)
  • Restos misturados com plástico ou papel
Dica: onde há composteira, esse material vira adubo em poucas semanas — e deixa de contaminar o que poderia ser reciclado.

Preto — Madeira

Pode descartar

  • Pedaços de madeira maciça
  • Pallets e caixotes quebrados
  • Serragem limpa

Não descartar

  • Madeira tratada com verniz tóxico
  • Peças com pregos ou metal exposto
Dica: é uma cor pouco comum em lixeiras residenciais — aparece mais em marcenarias, obras e indústria moveleira. Em grande volume, vale acionar uma empresa especializada.

Cinza — Rejeito geral

Pode descartar

  • Papel higiênico, fraldas e absorventes
  • Embalagens muito sujas ou misturadas
  • Bitucas de cigarro e varrição

Não descartar

  • Recicláveis limpos (vão para a cor certa)
  • Resíduos perigosos ou de saúde
Dica: quanto menor o volume da lixeira cinza no fim do dia, melhor está funcionando a separação nas outras cores.

Laranja — Resíduos perigosos

Pode descartar

  • Pilhas, baterias e lâmpadas
  • Embalagens de produtos químicos e agrotóxicos
  • Eletrônicos pequenos e óleo lubrificante

Não descartar

  • Nunca no lixo doméstico comum
Dica: esses itens entram na logística reversa — devem ir a pontos de coleta de supermercados, lojas de material elétrico ou postos autorizados, nunca para a lixeira cinza.

Branco — Resíduos de serviços de saúde

Uso restrito a ambientes como hospitais, clínicas, consultórios e laboratórios. Recebe seringas, agulhas, gazes contaminadas e materiais perfurocortantes, seguindo as normas específicas da Anvisa para resíduos de serviço de saúde. Não deve aparecer em lixeiras domésticas ou comerciais comuns, mesmo com o material bem embalado.

Roxo — Resíduos radioativos

Cor de uso bastante restrito, associada a clínicas de radioterapia, laboratórios e indústrias que lidam com fontes radioativas, sob regras técnicas próprias de armazenamento e transporte. Não faz parte da rotina de casas, condomínios ou comércios em geral.

Cor da lixeira x cor do saco de lixo: como combinar

A Resolução CONAMA 275 padroniza a cor do coletor — mas, na prática, quem sai pela porta no dia da coleta é o saco. Por isso, muitas empresas e condomínios reforçam o sistema usando sacos de lixo na mesma cor da lixeira: mesmo que a lixeira seja neutra (inox ou branca), o saco colorido por dentro já comunica o destino do material para quem recolhe.

Essa combinação resolve um problema comum: trocar todo o mobiliário de uma empresa para adequar as cores custa caro. Trocar o saco, não. Um conjunto de lixeiras em aço inox combinado com sacos de coleta seletiva nas cores certas costuma ser a forma mais econômica de implantar o padrão sem reformar o espaço.

Como implantar a coleta seletiva por cores na empresa, condomínio ou comércio

  1. Diagnostique o que sua operação realmente gera

    Um escritório produz muito papel e pouco orgânico; um restaurante, o inverso. Olhe uma semana de lixo antes de comprar qualquer coletor.

  2. Escolha as lixeiras certas para o espaço

    Áreas comuns de condomínio costumam pedir lixeiras de aço inox resistentes ao uso externo; escritórios e copas funcionam bem com conjuntos coloridos de coleta seletiva.

  3. Combine lixeira e saco na mesma cor

    Reforça a identificação visual e evita que o material se misture entre a coleta interna e a retirada externa.

  4. Sinalize de forma clara

    Etiquetas com o nome do material e um exemplo visual ajudam mais do que a cor sozinha — principalmente para visitantes e novos colaboradores.

  5. Treine quem usa e quem limpa o espaço

    De nada adianta o padrão de cores se a equipe de limpeza junta tudo de volta na hora de recolher. O treinamento fecha esse ciclo.

  6. Garanta a destinação final correta

    Verifique como funciona a coleta seletiva do seu município e, para resíduos perigosos ou de saúde, use sempre cooperativas e empresas licenciadas.

Erros mais comuns na separação por cor

  • Misturar resíduo orgânico molhado com papel e papelão, inutilizando o material reciclável.
  • Usar lixeira colorida, mas sempre com saco transparente — perde-se o reforço visual no transporte.
  • Descartar pilhas, lâmpadas e eletrônicos junto ao lixo comum, em vez de levá-los a um ponto de logística reversa.
  • Jogar vidro quebrado solto, sem qualquer proteção para quem vai manusear o saco depois.
  • Confundir a lixeira cinza (rejeito geral) com a lixeira preta (madeira) — são categorias diferentes no padrão CONAMA.
  • Não treinar a equipe de limpeza sobre o critério adotado, o que desfaz toda a separação feita pelos usuários.
  • Comprar lixeiras coloridas sem antes avaliar se a coleta do município realmente separa por esse padrão.

Perguntas frequentes

As cores das lixeiras de coleta seletiva são obrigatórias por lei?

São obrigatórias para órgãos públicos federais, estaduais e municipais, conforme a Resolução CONAMA nº 275/2001. Para empresas e condomínios privados, a adoção é recomendada e passa a ser exigível quando consta no Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) do estabelecimento.

O que fazer se a coleta seletiva da minha cidade não usa essas cores?

Siga primeiro a orientação do serviço de coleta do seu município. Muitas cidades recolhem todos os recicláveis secos juntos em um único caminhão. O padrão CONAMA é mais usado dentro de empresas, condomínios e pontos de entrega voluntária, para organizar a separação antes da coleta externa.

Posso usar lixeiras de qualquer cor e só trocar o saco de lixo?

Sim. O que mais importa na prática é a cor do saco, já que ele é o que sai pela porta no dia da coleta. Muitos condomínios e empresas usam lixeiras neutras, em inox ou branca, com sacos coloridos por dentro — assim mantêm o padrão sem precisar trocar todo o mobiliário.

Qual a diferença entre a lixeira cinza e a lixeira preta?

Na Resolução CONAMA 275, a cinza recebe rejeito geral — tudo que não é reciclável, está misturado ou contaminado, como papel higiênico e embalagens sujas. A preta é reservada especificamente para resíduos de madeira. São categorias diferentes, embora no dia a dia muita gente confunda as duas.

Onde descartar pilhas, baterias e lâmpadas usadas?

Esses itens são resíduos perigosos (cor laranja) e não devem ir para o lixo comum. Fazem parte da logística reversa e devem ser entregues em pontos de coleta de supermercados, lojas de material elétrico, postos de combustível ou ecopontos autorizados pela prefeitura.

Qual o saco de lixo ideal para cada cor de lixeira?

O ideal é usar sacos na mesma cor da lixeira, reforçando a identificação durante o transporte: azul para papel, vermelho para plástico, verde para vidro, amarelo para metal, marrom para orgânico e laranja para resíduos perigosos. No caso do vidro, vale ainda reforçar a embalagem dos cacos antes de descartar.

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Sobre este conteúdo: produzido pela equipe da Fenix Distribuidora de Produtos de Limpeza e Utilidades, especializada em lixeiras, sacos de lixo e equipamentos para coleta seletiva de empresas, condomínios e comércios em São Paulo. Em caso de dúvidas sobre qual estrutura de coleta seletiva faz sentido para o seu espaço, fale com nosso time pelo WhatsApp.